Estudante recorreu às burlas para sustentar vício de apostas desportivas na Internet.

Durante mais de um ano, o estudante, de 29 anos, vendeu o mesmo telemóvel a, pelo menos, a 50 pessoas. Os anúncios da venda do aparelho, que nem sequer tinha, eram colocados na plataforma de vendas na internet OLX e na rede social Facebook.

O vendedor – que até teve uma curta carreira no futebol distrital – pagava com as burlas o vício de jogo online em casas de apostas desportivas. Sacou 12 500 € e vai começar a ser julgado esta semana no tribunal de S. João Novo, no Porto, por burla qualificada e branqueamento.

Entre Março de 2014 e Janeiro de 2016, o estudante, residente em Resende, vendeu 50 vezes o mesmo iPhone modelo 5. Os sites de venda dos produtos estavam associados a um email com o nome do avô do arguido, na altura com 90 anos.

Achando que estavam a celebrar um negócio de compra do telemóvel, os clientes fizeram transferências bancárias, através de entidade e referência, para uma plataforma de serviços de apostas online, sediada em Londres e que era titulada pelo arguido. Nunca receberam o aparelho que achavam que tinham comprado.

Mas para dar mais credibilidade ao negócio, o arguido recorreu ao roubo de identidade de um outro vendedor – a quem, em 2014, através de um perfil falso de rapariga que criou, mostrou interesse em adquirir um iPhone 5 S, no Custo Justo. Esse verdadeiro vendedor enviou ao estudante uma cópia de uma factura de aquisição do equipamento, onde constavam os seus dados pessoais. E foi com essa informação que enganou os clientes, oriundos de todo o País, com vendas do aparelho entre os 125 e os 300 €.

Neste processo, também o vendedor, cujo nome aparecia na factura e pelo qual o acusado se fez passar, foi arguido. Mas rapidamente se percebeu que era também uma vítima.

PORMENORES
Usou internet do tio
O anúncio fraudulento de publicitação da venda do iPhone foi inserido com o IP da internet de casa do seu tio, também ele ouvido neste processo.

Pai e irmã investigados
Também o pai e a irmã do arguido foram investigados, por ser das contas bancárias deles que era carregado com saldo o telemóvel usado pelo arguido nas burlas. Não sabiam de nada.

Não atendia o telemóvel
Quando recebia as quantias, o arguido desaparecia e não mais atendia o telemóvel com o qual falava com os vários clientes.

in: CorreiodaManha

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